Cerca de 3 milhões de mulheres correm risco de passar por mutilação genital anualmente
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 125 milhões de pessoas do sexo feminino já passaram por alguma forma de mutilação genital e que, a cada ano, cerca de 3 milhões correm o risco de passar pelo mesmo tipo de intervenção. A prática é comum principalmente na África oriental e ocidental, mas também pode ser observada em partes da Ásia e Golfo Pérsico. Segundo a OMS, os países com maiores taxas são Somália, Guiné, Djibuti e Egito. Com correntes migratórias, houve um aumento da mutilação feminina na Europa, Estados Unidos, Austrália e Canadá, de acordo com Lale Say, especialista do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS. Para a Unicef, países afetados pela epidemia de ebola tiveram uma redução da prática. "Com o ebola, a população resiste a ir às clínicas e hospitais, que o povo associa ao contágio do ebola, provavelmente fazendo com que o número das mutilações tenha diminuído", afirmou o assessor em questões de proteção do Escritório Regional do Unicef na África central e ocidental, Andy Brooks. Ele ainda mencionou que o Governo de Serra Leoa pediu que a mutilação seja interrompida temporariamente por conta da epidemia.