Parlamento britânico é pressionado por ativistas para aprovar fertilização com três pais
Ativistas de diversos países têm pressionado o parlamento britânico para que a fertilização in vitro com três pais seja aprovado. O grupo divulgou uma carta aberta, neste domingo (1), na qual afirmam que o parlamento poderá "oferecer às famílias o primeiro vislumbre de esperança de que eles podem ter filhos que vão viver sem dor e sofrimento". A partir da polêmica técnica, o risco de transmissão de doenças hereditárias para filhos pode ser minimizada. No entanto, diversos críticos afirmam que o procedimento poderia levar a um futuro "design de bebês". Um projeto de lei, criado em fevereiro de 2014 com o objetivo de permitir a técnica, será votado na próxima terça-feira pelo parlamento britânico, segundo o jornal O Globo. Ainda em fase de pesquisas nos EUA e Reino Unido, o procedimento acontece por meio da fertilização in vitro do óvulo da mãe com o espermatozóide do pai e um segundo óvulo de uma doadora. Ocorre, então, uma interferência no processo para substituir o DNA mitocondrial defeituoso da mãe pelo da doadora, o que livra o embrião de possíveis distúrbios mitocontriais - doenças hereditárias que podem causar problemas cardíacos, insuficiência hepática, distúrbios cerebrais, cegueira e distrofia muscular. Em caso de aprovação da legislação, o Reino Unido será o primeiro país a liberar o procedimento.