Sentir-se mais jovem estende o tempo de vida, indica estudo
De acordo com um estudo britânico divulgado pela revista “JAMA Internal Medicine”, sentir-se mais jovem do que a idade real pode aumentar o tempo de vida. As informações são do Globo. Segundo os pesquisadores, idosos que se sentem pelo menos três anos mais jovens têm uma taxa de mortalidade menor do que aqueles que se sentem mais velhos do que são. De acordo com o estudo, a forma como cada um percebe a própria idade reflete no bem-estar da velhice. Para facilitar a pesquisa, os autores analisaram informações de um estudo sobre o envelhecimento com 6.489 pessoas com idade média de 65 anos, mas que viviam como se tivessem 56 anos. Grande parte dos participantes (70%) se sentia no mínimo três anos mais jovem do que a idade que realmente tinha, e 5% se sentiam mais velhos. Segundo o estudo, a taxa de mortalidade foi 14,3% para os idosos que se sentiam mais novos e 18,5% para aqueles que se sentiam de acordo com a sua idade e 24,6% naqueles que se percebiam mais velhos. Os pesquisadores explicam esse resultado pelo fato de que, idosos que se sentem mais jovens, costumam considerar que ainda tem muito que viver e por isso cuidam mais da saúde, fazem consultas regulares em médicos e realizam mais atividades. “A autopercepção da idade tem a capacidade de provocar mudanças, então intervenções são possíveis”, disse o estudo. Logo, os que se sentem mais velhos acabam tendo mais chances de se isolar e tomarem menos cuidados com a saúde. “Indivíduos que se sentem mais velhos do que a idade cronológica deveriam ser alvo de campanhas de promoção de saúde com mensagens positivas de comportamento saudável”, concluíram os pesquisadores.