Brasil realiza primeiras cirurgias com stent bioabsorvível
Já estão sendo realizadas no Brasil as primeiras cirurgias cardíacas com stents que podem ser absorvidos pelo corpo do paciente. Até então, o stent utilizado no páis era um pequeno tubo, geralmente metálico, introduzido por meio da angioplastia em pessoas com obstrução nas artérias. Inserido no vaso obstruído, ele permite a normalização do fluxo sanguíneo e diminui o risco de doenças como o enfarte. Porém as tecnologias na área tem apresentado evolução e no mês passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a comercialização de um stent feito de um tipo de polímero, espécie de plástico especial, que, ao entrar em contato com o sangue, vai se dissolvendo ao longo do tempo e desaparece no período de dois a três anos. De acordo com os médicos, o fato de o novo produto ser eliminado pelo corpo traz vantagens. “No caso do stent feito de metal, pode haver uma coagulação exagerada em torno do objeto, o que pode gerar a necessidade de substituição no futuro. Como o stent bioabsorvível vai se dissolvendo, a chance disso acontecer é menor”, explicou em entrevista ao Estadão, o médico Alexandre Abizaid, diretor do Serviço de Cardiologia Invasiva do Instituto Dante Pazzanese e cardiologista intervencionista do Hospital Israelita Albert Einstein, que participou dos estudos do stent bioabsorvível no Brasil. Pazzanese diz ainda que o novo produto permite que o vaso sanguíneo volte ao seu estado natural, sem a interferência de um corpo estranho.