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Uso de narguilé cresce em todo o mundo e preocupa autoridades da saúde

Foto: Reprodução
O uso do narguilé está se popularizando, entre adultos, jovens e adolescentes em diversos países e já é motivo de preocupação para as autoridades de saúde pública em todo o planeta. Com o aumento da popularidade do produto, estima-se que cerca de 100 milhões de pessoas usam narguilé para fumar tabaco todos os dias no mundo, é o que diz a pesquisa americana que aponta o hábito com um risco a saúde que precisa ser combatido: "Reduzindo o uso do narguilé - Um desafio para o século XXI". Os brasileiros também aparecem entre os apreciadores do produto. Segundo a pesquisa "Perfil do Tabagismo entre Estudantes Universitários no Brasil (PETuni)", coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que analisou o consumo de narguilé entre estudantes da área de saúde, no ano de 2011, em Brasília e São Paulo, dentre os estudantes que declararam consumir com frequência algum tipo de produto derivado do tabaco diferente de cigarro, 63% a cerca de 80%, respectivamente, fizeram uso do narguilé. Segundo especialistas o narqguilé apresenta danos à saúde assim como o cigarro, o uso frequente dos produtos derivados do tabaco causa problemas de fôlego, mau hálito e envelhecimento precoce, mesmo em usuários adolescentes e jovens. Até as atividades físicas ficam comprometidas, a pessoa passa a ter dificuldades em praticá-las. A intoxicação por monóxido de carbono é um dos maiores riscos do narguilé, pois se trata do mesmo gás tóxico liberado pelos canos de descarga de automóveis, e provoca a redução da oxigenação do sangue e do cérebro. Os sintomas de intoxicação aguda por monóxido de carbono não são específicos. Pode ocorrer fadiga, náuseas, dores de cabeça, desmaios, arritmias cardíacas, isquemia miocárdica e até a morte. Outro estudo, esse realizado em Israel, apontou que o alto nível de inalação de monóxido de caborno pode levar a hipóxia cerebral (diminuição da oxigenação do cérebro) que deixa as pessoas com fala arrastada, movimentos lentos, tontura, leve tremor, falta de autocontrole, uma sensação de euforia, diminuição da visão e diminuição da capacidade de identificar cores. Esses efeitos tendem a se manter de quatro a seis horas depois do uso, por isso até o ato de dirigir, por exemplo, pode ficar comprometido.

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