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Médicos defendem incorporação ao SUS do teste de perfil genético para o Câncer de mama

Reprodução
Em meio às comemorações do Dia Nacional de Luta contra o Câncer, celebrado hoje (27), surge mais uma tentativa de incrementar medidas de prevenção e combate à doença, médicos defendem a incorporação na Agência Nacional de Saúde (ANS) e no Sistema Único de Saúde (SUS) do teste de perfil genético para o câncer de mama, tecnologia importada que mapeia os 70 genes do nódulo e indica se o tumor é de baixo risco ou de alto risco, e pode preservar a mulher com tumor mais brando do uso da quimioterapia, o que beneficia e paciente e diminui gastos para o sistema público de saúde. “Essa plataforma gênica separa de maneira exemplar e muito segura as pacientes que vão precisar de quimioterapia e as que não vão. O tratamento de quimioterapia tem entre quatro e oito ciclos. Cada ciclo custa de R$ 6 mil a R$ 8 mil. Atualmente, o estudo custa aproximadamente entre R$ 10 mil e R$ 12 mil. Dois ciclos de quimioterapia já pagariam o teste” Argumentou o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Junior em entrevista a Agência Brasil. O procedimento já está disponível em algumas unidades particulares do país.  De acordo com a  presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Maira Caleffi, muitas mulheres acabam tendo que passar por sessões de quimioterapia sem precisar. “Na dúvida, os médicos recomendam a quimioterapia. Metade dessas pacientes, em estágio 1, com axila negativa e tumores pequenos, acaba tendo que fazer a quimioterapia sem nenhum benefício significativo”, disse Maira que afirma ainda que é preciso que sejam muito bem definidos os para a utilização desses testes.  De acordo com a entidade internacional Early Breast Cancer Trialists Collaborative Group, entre 30% e 40% das mulheres com câncer de mama no mundo não precisariam de quimioterapia.
 
 

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