Dentista e biólogo investem R$ 8,5 mi em empresa de células-tronco do dente de leite
Otimistas com o potencial futuro das céluas-tronco, dois empresários aplicaram R$ 8,5 milhões em um negócio especializado na extração, expansão e preservação de células-tronco da polpa do dente de leite. A iniciativa é do dentista José Ricardo Muniz Ferreira e do biólogo Roberto Fanganiello que criaram a R-Crio, com sede em Campinas, em São Paulo. "Acreditamos nas possibilidades terapêuticas em um futuro próximo. Não é uma aposta, uma crença. É uma realidade", afirma Ferreira. Nos estudos, o dentista seguiu a linha de pesquisa sobre regeneração de defeitos ósseos. O uso de células-tronco é uma alternativa para melhora dos resultados. Segundo Ferreira, a polpa do dente de leite é uma fonte de células-tronco com grande potencial de multiplicação. Na prática, é preciso fazer a extração do dente de leite da criança com 6 a 12 anos de idade com um dentista treinado. Após este procedimento, o dente é enviado para o laboratório em 48 horas para realização do processo até a preservação do material. Para realizar o trabalho, é preciso que o dente tenha um terço da raiz antes de ser extraído para garantir um bom volume da polpa. Além disso, a criança precisa fazer um exame para detectar possíveis doenças infectocontagiosas, que podem invalidar a continuidade do processo. Inaugurada em agosto, a empresa já tem cerca de 400 dentistas credenciados. Após a extração, avaliação, multiplicação e validação, o material é armazenado por um longo período de tempo. Por isso, a R-Crio vende planos de três, cinco ou dez anos. No mais longo, o valor é de R$ 10.840 e pode ser parcelado em até dez vezes.