Cientistas replicam pela primeira vez células cerebrais de Alzheimer em uma Placa de Petri
Células cerebrais humanas com estruturas da doença de Alzheimer em desenvolvimento foram replicadas pela primeira vez por um grupo de cientistas. O feito foi considerado inédito e foi fruto do trabalho de pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston. Eles replicaram as células em uma Placa de Petri. De acordo com especialistas, o feito resolve um problema de longa data do estudo da doença e no desenvolvimento de drogas para tratá-la. Antes, o máximo que tinha sido conseguido eram camundongos que desenvolviam uma forma imperfeita de Alzheimer. O líder do estudo, Rudolph Tanzi, disse que a chave para o sucesso do experimento foi seguir a sugestão do colega Doo Yeon Kim, de cultivar células cerebrais humanas em um gel, onde elas formariam conexões, como em um cérebro de verdade. Eles trabalharam com neurônios de Alzheimer e em semanas viram um enrijecimento como o das placas de beta-amilóide e os emaranhados característicos da doença. O trabalho, que também confirma que o desenvolvimento da doença começa com o acúmulo de placas beta-amilóide, foi publicado na revista “Nature” neste domingo (12). “É um passo gigante neste campo e pode acelerar dramaticamente os testes de novos tipos de drogas para tratar a doença”, disse o médico P. Murali Doraiswamy, pesquisador de Alzheimer na Universidade de Duke.