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Problema com informação pode causar sequelas em pacientes hemofílico

Foto: Reprodução
Mesmo com o fornecimento dos fatores VIII e IX na rede pública para evitar sangramentos em hemofílicos, o problema ainda persiste para pacienes que têm a enfermidade. Segundo a presidente da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), Tânia Pietrobelli, em reportagem da Agência Brasil, os pacientes continuam a receber a medicação só depois que sangram. A hemofilia é uma doença genética ou congênita causada por deficiência de um dos fatores de coagulação do sangue. Para a professora de hematologia da Universidade Estadual de Campinas, Margareth Ozelo, como a disponibilidade do medicamento é relativamente recente, talvez ainda haja, principalmente em pequenos centros, a necessidade de mais engajamento dos profissionais. “Em alguns locais, o setor de hemofilia precisa estar melhor estruturado, principalmente em serviços menores, você não encontra experiência”, diz. Segundo a professora, no caso da hemofilia tipo A, a deficiência é no fator VIII, no caso da tipo B, é o fator IX.  Apesar de homens e mulheres poderem ser portadores do gene que provoca a doença, normalmente apenas os homens manifestam os sintomas. O Brasil tem cerca de 20 mil pessoas com hemofilia. O tratamento profilático é a aplicação contínua dos fatores VIII ou IX, a depender do tipo de hemofilia, que evita os sangramentos típicos da doença. Os sangramentos podem ser externos, quando ocorrem cortes na pele, ou internos - dentro das articulações, dos músculos ou em outras partes do corpo.

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