Dia do Pediatra: Especialista destaca importância da vacinação infantil
Neste domingo (27) é comemorado o Dia do Pediatra, e um dos principais alertas feitos por especialistas é a importância da vacinação na infância e seu impacto na vida adulta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 22 milhões de crianças ainda não recebam imunização contra doenças que podem ser prevenidas, sendo que a vacinação é responsável por evitar até três milhões de mortes por ano no mundo. Os especialistas são unânimes em apontar a vacina como uma alternativa valiosa na prevenção de doenças graves que podem se manifestar em todas as fases da vida. O infecto-pediatra Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Comitê de Pesquisa Clínica da Sociedade Latino-Americana de Infectologia Pediátrica (SLIPE), esclarece algumas das principais questões que envolvem o tema, destacando que a imunização começa na infância, entretanto, é um processo que deve seguir em todas as fases da vida, até a terceira idade, com o objetivo principal de prevenir doenças graves, sequelas e evitar mortes. Sobre as vacinas combinadas, o especialista afirma que administradas a partir dos 60 dias de vida, iniciam a proteção do bebê contra mais de um tipo de doença. “Este tipo de imunização garante, com em uma picada, proteção ao bebê contra várias doenças, entre elas coqueluche, tétano, Hepatite B, doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae b, paralisia infantil e difteria. Os pais devem estar atentos às doses subsequentes da vacina, que devem ser feitas com quatro e seis meses. O primeiro reforço entre 15 e 18 meses e o segundo reforço entre quatro e seis anos”, explica.
Safádi destaca que a vacinação dos bebês prematuros é extremamente importante, uma vez que eles são mais suscetíveis a problemas de saúde do que aos que nasceram no tempo certo. “A imunização adequada para a criança precoce protege contra doenças respiratórias importantes e garantem a saúde do bebê”, aponta. Outra observação pontual feita pelo especialista é de que os pais e cuidadores são os principais agentes transmissores de doenças aos filhos, e estes devem estar atentos à proteção das crianças, principalmente no que diz respeito à Coqueluche. “Isso ocorre, por exemplo, com a coqueluche, infecção respiratória de contágio pela fala, tosse ou espirro, que no ano passado teve um aumento de 97% no número de casos no Brasil. Para as crianças, a primeira dose da vacina é recomendada aos dois meses de vida. Entretanto, para aumentar a proteção e garantir a saúde do bebê, a partir deste ano, as gestantes já devem ter direito à imunização gratuita, o que garantiria a transmissão de anticorpos protetores da mãe para o filho”, conclui.

Para o infecto-pediatra Marco Aurélio Safadi, os pais devem ficar atentos ao primeiro reforço das vacinas entre 15 e 18 meses de vida da criança. Foto: Divulgação
Safádi destaca que a vacinação dos bebês prematuros é extremamente importante, uma vez que eles são mais suscetíveis a problemas de saúde do que aos que nasceram no tempo certo. “A imunização adequada para a criança precoce protege contra doenças respiratórias importantes e garantem a saúde do bebê”, aponta. Outra observação pontual feita pelo especialista é de que os pais e cuidadores são os principais agentes transmissores de doenças aos filhos, e estes devem estar atentos à proteção das crianças, principalmente no que diz respeito à Coqueluche. “Isso ocorre, por exemplo, com a coqueluche, infecção respiratória de contágio pela fala, tosse ou espirro, que no ano passado teve um aumento de 97% no número de casos no Brasil. Para as crianças, a primeira dose da vacina é recomendada aos dois meses de vida. Entretanto, para aumentar a proteção e garantir a saúde do bebê, a partir deste ano, as gestantes já devem ter direito à imunização gratuita, o que garantiria a transmissão de anticorpos protetores da mãe para o filho”, conclui.