Pesquisa indica que mães depois dos 33 podem viver até os 95 anos
Mulheres que têm filhos após os 33 anos de idade sem tratamentos de fertilidade apresentam maiores probabilidade de viverem até mais tarde do que as que foram mães pela última vez antes dos 30. Segundo um estudo divulgado da Boston University School of Medicine, publicada na edição de Junho da revista científica "Menopause", os mesmos genes que permitem às mulheres ter filhos naturalmente em idades mais avançadas são responsáveis por uma maior longevidade, que pode ir até aos 95 anos. De acordo com os pesquisadores, os resultados da pesquisa são consistentes com descobertas anteriores que estabelecem uma relação entre a idade maternal quando do nascimento do último filho e a longevidade excepcional. O estudo se baseou em pesquisa genética de 551 famílias com vários membros que viveram até idades excepcionais, 95 ou mais anos. De acordo com a Agência Lusa, de Portugal, no levantamento foi determinado a idade em que cada uma das 462 mulheres tiveram os últimos filhos e até que idade elas viveriam. As mulheres que tiveram o último filho depois dos 33 anos tinham o dobro das probabilidades de viver até aos 95 anos ou mais quando comparadas com as que tiveram o último filho aos 29 anos. Das 462 mulheres, 274 tiveram o último filho depois dos 33 anos. Em Portugal, a idade das mães quanto têm o primeiro filho tem aumentado. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), colhidos em 2001, indicavam que as mães tinham o primeiro filho aos 26,8 anos. Em 2011, a maternidade começava em média aos 29,2 anos. Ainda segundo o estudo, a gravidez após os 35 anos aumentou 47% na última década, enquanto a maternidade antes dos 20 caiu 50%.