Obesidade e poluição aumentam casos de apneia infantil
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (Saos) tem aumentado em crianças e o motivo pode ser o aumento da obesidade e a influência de fatores externos como poluição. O ronco, principal indicador da condição, é mais frequente em maiores de 40 anos, mas segundo o neurologista infantil Cristovão de Castro Xavier prestar atenção na respiração dos pequenos durante a noite pode ajudar a identificar problemas mais sérios.
“A obesidade cada vez mais acentuada e fatores ambientais, como a poluição, podem levar à irritação das vias respiratórias e a quadros infecciosos. Em geral, o motivo mais comum é o crescimento exagerado das amígdalas e da adenoide, que prejudicam a oxigenação do organismo como um todo durante o sono”, explica Xavier, membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI). Um estudo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, já havia mostrado que a origem de problemas comportamentais e de aprendizagem, como hiperatividade e agressividade, pode estar em um sono fragmentado. Essas alterações, de acordo com a pesquisa, são até cinco vezes mais comuns nas crianças que sofrem de Saos, e podem chegar a até seis vezes quando o distúrbio é persistente.
“Os pais devem ficar atentos se a criança tem ficado irritada e sonolenta durante o dia. Somente com o diagnóstico exato, feito por um exame que monitora o sono (polissonografia), o melhor tratamento poderá ser indicado”, afirma. Para voltar a ter um sono tranquilo e reparador, na maioria das vezes, o tratamento é cirúrgico e feito por um otorrinolaringologista, com a retirada das amígdalas e da adenoide. E, se a criança está obesa, a dieta é o mais recomendado, conforme aponta o médico. Informações do site O Tempo.