Estudo diz que cigarros eletrônicos fortalecem superbactéria
Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia mostrou que o uso de cigarros eletrônicos fortalece a superbactéria MRSA, o que faz como que ela seja mais perigosa e difícil de tratar. Segundo os pesquisadores, a fumaça do cigarro eletrônico também enfraquece a capacidade do corpo de lutar contra outras bactérias. “Mesmo que os cigarros eletrônicos não sejam tão ruins como o tabaco, ainda têm efeitos prejudiciais sobre a saúde”, afirmou a pesquisadora Laura Crotty. Para chegar à conclusão, os estudiosos analisaram o que acontece com a superbactéria MRSA quando exposta ao vapor do cigarro eletrônico. Os testes foram realizados em laboratório, mas a exposição acontece na vida real, porque muitas vezes há a presença de MRSA na garganta e nariz pronta para atacar. De acordo com a pesquisa, a MRSA fica mais poderosa e difícil de matar com antibióticos do que o habitual ao entrar em contato com a fumaça do dispositivo. Os cigarros eletrônicos têm sido vistos como alternativa ao uso convencional por serem livres de tabaco e outras substâncias químicas que fazem cigarros normais tão mortais. No entanto, pesquisadores mantém uma preocupação crescente sobre o incentivo a jovens começarem a fumar e, uma vez viciados na nicotina, passarem para os cigarros convencionais. “Estamos normalizando os cigarros eletrônicos. No momento, não sabemos sobre a segurança ou dose de nicotina que liberam”, afirmou o médico-chefe Dame Sally Davies. Informações do Daily Mail.