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OMS declara emergência sanitária mundial de poliomielite

Por Jamil Chade / Estadão Conteúdo

Casos foram registrados na Ásia, África e Oriente Médio | Foto: Reprodução / ONU
Depois de detectar casos em mais de uma dezena de países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou emergência sanitária mundial diante do risco de contágio da poliomielite. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (5) e anunciada depois de uma série de reuniões do Comitê de Emergência da OMS. Essa é a segunda vez na história que a entidade declara uma emergência global por conta de uma doença. A primeira vez foi em 2009, com a gripe A. Apesar de os casos de pólio terem sido identificados principalmente na África, Oriente Médio e Ásia, a entidade optou por decretar o estado de emergência como forma de combater sua proliferação e diante do risco de que a doença chegue a países que, com esforços de anos e milhões de dólares gastos, conseguiram erradicar o problema.

O vírus estava prestes a ser declarado como extinto há três anos. Mas conflitos armados em algumas regiões e a falta de investimentos em outras abriram as portas para a volta da doença. O risco, desta vez, é que com a facilidade de contatos e de viagens, o vírus teria maiores chances de chegar a novas regiões. Os principais focos da nova onda da doença são Paquistão, Camarões e Síria. A recomendação a esses governos é de que não permitam a saída de pessoas dos países sem que estejam vacinados. Mas com a guerra na Síria e diante dos mais de 3 milhões de refugiados, a OMS reconhece que muitos que podem portar o vírus já estão em outros países.

Entre as recomendações, a OMS pede que os países afetados ampliem as campanhas de vacinação e que deem às pessoas que forem viajar documentos que identifiquem se elas foram de fato imunizadas. O vírus, disseminado por fezes, ataca o sistema nervoso e pode causar paralisia em apenas algumas horas. 10% dos afetados morrerem e não existe cura.

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