Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Saúde
Você está em:
/
/
Saúde

Notícia

Sobrevivente de ebola descreve luta contra vírus que mata 90% de vítimas

Foto: AP
Mais de cem pessoas já morreram na África, vítimas do vírus ebola. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 208 pessoas contraíram o vírus e 136 pessoas foram mortas somente na Guiné. Não há cura para a doença – que começa com febre alta e pode causar hemorragia interna e externa – mas, em alguns casos, diagnóstico rápido e atendimento médico permitem que o corpo desenvolva anticorpos para enfrentar os sintomas. Um sobrevivente, que não quis se identificar, contou à BBC que nove pessoas de sua família foram infectadas, mas apenas três ainda estão vivas.
 
"Os sintomas começaram com dores de cabeça, diarreia, dores nas costas e vômitos. O primeiro médico que me atendeu disse que era malária - só quando eu fui trazido para uma unidade especial de um hospital em Conacri (capital da Guiné), me disseram que eu tinha o vírus ebola”, disse. Ele explicou que recebeu apoio de médicos organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e que tentou ser otimista, mas perdeu a fé em certo momento. “Houve um momento, quando perdi dois tios e vi seus corpos serem levados, em que pensei que morreria. Naquela noite, nenhum de nós conseguiu dormir - temíamos que não estaríamos vivos pela manhã”, relatou. 
 
Ele foi internado em um hospital e começou a melhorar. Segundo o sobrevivente, os médicos e enfermeiros fizeram uma pequena festa quando ele recebeu alta. Ele disse que não quis divulgar o nome da mídia por temer preconceito, já que não há muitas informações sobre o vírus. “A solidariedade africana é assim: geralmente, quando alguém morre, as pessoas te visitam. Mas quando perdemos um e depois dois, três, quatro membros da nossa família, ninguém veio nos visitar. Percebemos que estavam se afastando de nós por medo de contrair a doença. E fica ainda pior se as pessoas ficam sabendo do seu problema no rádio e na televisão”, explicou.

Compartilhar