Scan pode revelar traços de consciência de pessoas em estado vegetativo
Quando despertam do coma, algumas pessoas permanecem incomunicáveis. Assim, ficam dúvidas como se elas estão conscientes, se podem compreender ou pensar. Um novo estudo descobriu que imagens de PET scan podem ajudar a identificar se o paciente está mesmo em estado vegetativo ou ainda pode se recuperar. A pesquisa identificou casos de erro de diagnóstico em pessoas que apresentavam certo grau de consciência. "Acredito que esses pacientes estejam sendo meio negligenciados tanto pela medicina quanto pela sociedade", diz Steven Laureys, diretor do Grupo de Ciência do Coma da Universidade de Liège, na Bélgica, e autor do novo estudo. "Muitos deles nem mesmo são examinados por um médico nem por um especialista durante anos. Então, acho muito importante perguntar: eles estão conscientes?"
Laureys e seus colegas estudaram 122 pacientes com lesões cerebrais, incluindo 41 que haviam sido declarados em estado vegetativo - acordados, mas sem nenhum sinal comportamental de consciência. A maioria foi submetida a PET scans, que mediram a atividade cerebral em regiões necessárias à consciência, e os resultados dos pacientes foram então comparados com exames de pessoas saudáveis. Depois, também passaram por ressonâncias magnéticas, usadas para medir atividade cerebral, enquanto os médicos pediam que eles imaginassem jogar tênis ou caminhar no entorno de suas casas.
Os testes encontraram graus mínimos de consciência em 13 dos 41 pacientes em estado vegetativo. Após um ano, nove dos 13 progrediram para "estados minimamente conscientes ou com nível maior de consciência", disseram os pesquisadores. Ao final, PET scans foram uma medida melhor do que a ressonância magnética. Mas os médicos alertam que esse tipo de PET scan não é amplamente disponível e não está pronto para uso rotineiro. Laureys também afirma que o teste pode mostrar sinais de consciência em pessoas que acabam se revelando como pacientes com pouca ou nenhuma chance de recuperação significativa. "Não deveríamos dar a essas famílias uma falsa esperança", diz o especialista. Informações do New York Times.