Planos de saúde se tornaram ‘armadilhas’, diz presidente da Federação Nacional dos Médicos
Por Francis Juliano
Associada às críticas à administração da Saúde pelo governo federal, a Federação Nacional dos Médicos vai centrar críticas ao setor privado e aos convênios médicos no Dia Mundial da Saúde, lembrado no próximo 7 de abril. "Na área de planos de Saúde, que ainda é um dos grandes sonhos da população para fugir da gritante desassistência pública, hoje nós começamos a ver que os planos são verdadeiras armadilhas", disse o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira Filho, que está em Salvador nesta sexta-feira (28) e participa de um encontro com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA). Eles debatem o Mais Médicos e a saúde pública no estado e no país. Segundo o dirigente da Fenam, as empresas de planos de saúde têm deixado a desejar, principalmente no atendimento a direitos constitucionais dos pacientes e na ampliação da cobertura. No dia 7 de abril, as entidades farão o que chamam de "conscientização", com atividades que incluem caminhadas, passeatas e protestos em todo o país. O presidente da Fenam afirmou ainda que o dia marcará também o inicio das negociações do ano com as prestadoras de serviço para atualizar os vencimentos recebidos pelos médicos. "Essas manifestações visam também a recomposição financeira que está ligada a ampliação da cobertura dos planos", argumentou. O dirigente também reforçou a importância de denunciar casos de abusos no Procon quando os pacientes tiverem seus direitos negligenciados.