Terapia para formas graves de leucemia está sob avaliação de urgência
Três estudos publicados no periódico "Blood", da Sociedade Americana de Hematologia, mostraram resultados promissores com um novo medicamento de terapia alvo para formas graves de leucemia e linfomas resistentes a tratamento. Pelo potencial, o composto já está sob avaliação do FDA (órgão que regula o setor de medicamentos nos EUA).
A análise segue sob um processo de aprovação rápido do FDA, que foi criado para acelerar a disponibilidade de drogas promissoras em doenças para as quais há poucas ou nenhuma alternativa de tratamento. O medicamento "idelalisib" age diretamente nas células e impede a produção da enzima PI 3 quinase, proteína que ativa as células doentes. Os resultados mostraram que 74% dos pacientes com leucemia linfoblástica aguda, 47% dos indivíduos com linfoma não Hodking e 40% dos pacientes com leucemia mieloide aguda responderam à terapia – alguns com resposta completa da doença.
Cada estudo foi publicado para avaliar a resposta em uma das enfermidades. A que menos obteve resultados satisfatórios, entretanto, foi no grupo avaliado com leucemia mieloide aguda: apenas 22% dos indivíduos tiveram melhora prolongada. De qualquer forma, acreditam especialistas, a terapia ainda faz diferença para esses pacientes. Os pesquisadores testaram a substância em 150 pessoas, que já haviam passado por tratamentos que falharam em retardar o avanço da doença ou o fizeram apenas temporariamente. Informações da Folha de S. Paulo.