Um gene dá a mosquito resistência a inseticidas no controle da malária, diz pesquisa
Um gene mutante é suficiente para os mosquitos resistirem ao DDT e a outros tipos de inseticidas usados no combate à malária. Segundo pesquisadores britânicos, na edição desta terça-feira (25) da revista Genome Biology, o objetivo agora é a elucidação dos mecanismos moleculares que fazem com que eles não sejam combatidos pelos inseticidas. Os mosquitos anopheles são o vetor da malária, que mata a cada ano centenas de milhares de pessoas, muitas delas na África. A erradicação do mosquito por meio da pulverização de inseticidas é a principal estratégia de combate, algo que esbarra na resistência genética do inseto. O ponto de partida para os pesquisadores da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, foi identificar em uma região do Benin, os anopheles resistentes a dois tipos de inseticida. Depois, eles compararam seu genoma ao de mosquitos que não desenvolveram resistência. A pesquisa tem dado otimismo aos cientistas. "Pela primeira vez, identificamos os marcadores moleculares da resistência destes mosquitos e concebemos um teste de DNA. Estas medidas permitirão o desenvolvimento dos programas de controle de mosquitos (...) e evitarão que tais genes (mutantes) sejam transmitidos a outras populações", resumiu o médico Charles Wondji, que trabalha no estudo. Informações da AFP.