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Psiquiatra acusa fechamento de leitos no Juliano Moreira; Sesab diz que falta é temporária

Por Francis Juliano

Foto: Reprodução/Sesab
A desativação de 12 leitos no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador, fez a presidente da Associação de Psiquiatria da Bahia, Miriam Gorender, se rebelar. Segundo a médica, o processo revela o descaso com o setor de psiquiatria, principalmente no atendimento a pacientes com quadros graves de doenças mentais, que exigem internação. "Ao longo dos anos, o estado vem fazendo um desmonte na sua estrutura assistencial para pacientes com transtornos psiquiátricos e os Capes [Centros de Atenção Psicossocial) não dão conta dessa demanda porque tem pacientes que precisam ser internados. Nós vivemos um verdadeira apagão psiquiátrico", relata Miriam em contato com o Bahia Notícias. Segundo ela, o fato foi comunicado ao Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) e motivou uma ação no Ministério Público estadual, federal e do trabalho, além do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb). Miriam diz que o problema da falta de investimentos no setor tem sido uma tendência no país e, por isso, prefeituras do interior têm também fechado leitos na especialidade. O Juliano Moreira, com 176 leitos previstos, é um dos três que atendem a demanda psiquiátrica na capital baiana (no estado são sete unidades) pelo Sistema Único de Saúde. Procurada pelo Bahia Notícias, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), afirmou, através da assessoria, que o não funcionamento dos 12 leitos no Juliano Moreira é temporário. Uma reforma no telhado da unidade, danificado pelas chuvas, obrigou a desativação dos leitos, informou. Ainda segundo a secretaria do governo, a previsão é que as obras sejam encerradas em junho, período em que os leitos devem voltar a ser ativados.

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