Restrição para aconselhamento em doenças raras recebe críticas de geneticistas
Portaria do Ministério da Saúde que regulamenta a oferta de aconselhamento genético pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tem recebido críticas de geneticistas não médicos. A partir de agora, pacientes que querem entender riscos dos males hereditários, suas consequências e as opções para lidar com situações que eles impõem, vão ter que recorrer a um geneticista formado em medicina. O atrito ganhou mais repercussão quando a bióloga Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP), uma das mais conhecidas especialistas do país em genética humana, acusou o ministério de estrangular a demanda por serviços de saúde na área de genética. De acordo com a especialista, existem mais de seis milhões de pessoas com doença genética no Brasil e só 160 médicos geneticistas. "Não é difícil prever que, com essa limitação, a grande maioria das famílias com doenças genéticas não terá acesso ao aconselhamento genético", disse em matéria da Folha. Já o governo afirma que a portaria vai ampliar o acesso, já que antes o serviço. O coordenador da área de doenças raras do ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin, diz que antes o procedimento era realizado apenas em centro universitários.