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Games melhoram habilidades cognitivas e ajudam a tratar visão

Foto: Reprodução
Após anos de oposição a games, vistos como viciantes e dispersores da atenção dos alunos, psicólogos e pedagogos começam a descobrir que eles podem ser, na verdade, aliados do aprendizado. Em uma sessão do encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), neste sábado (15), em Chicago, a neurocientista Daphne Bavelier, das Universidades de Rochester (EUA) e Genebra (Suiça), apresentou resultados de pesquisas que realiza há mais de dez anos e comprovam um claro aumento da acuidade visual entre jovens jogadores.
 
E revela mais: jogos “violentos” funcionam melhor. O fato de o desempenho do jogador depender de sua capacidade de atingir alvos em movimento ajuda nesse processo. Em um dos experimentos feitos, Bavelier comparou dois grupos de jovens ao longo de nove semanas. O primeiro foi submetido a jogos “violentos”, e o outro ao game “The Sims”, mais ameno. Os dois grupos apresentaram melhora na percepção de contraste – algo muito útil para quem dirige à noite, por exemplo. Mas naqueles que se dedicaram aos jogos de ação, o ganho foi maior e durou por mais tempo. Para a neurocientista “não é o olho [que melhora], mas o cérebro”. 
 
Outro especialista que falou sobre games na AAAS foi Daniel Schwartz, da Universidade Stanford. Ele defende que o aprendizado obtido com jogos não tem a ver com explicações, como no ensino escolar, mas com a experiência emocional. “Mas os jogos não são inúteis para escolas. Boas experiências podem preparar as crianças para as explicações”, defendeu. Schwartz fez um experimento em que dois grupos jogaram “Call of Duty” (de combate) e “Civilization” (de estratégia) por 15 horas. Depois, tiveram que realizar tarefas cognitivas relacionadas com a Segunda Guerra e com desenvolvimento de nações. Mesmo sem conterem informações específicas sobre os temas, aqueles que tiveram acesso ao primeiro jogo se saíram melhor em perguntas sobre a guerra, e os do segundo grupo tiveram um desempenho melhor em questões sobre nações. Informações da Folha de S. Paulo.

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