Maioria de casos de câncer de boca é diagnosticada em estágio avançado, alerta cirurgião
Entre os dez tipos de câncer mais prevalentes no Brasil, o que atinge a boca tem sido uma das principais preocupações dos cirurgiões-dentistas. O tumor maligno pode aparecer a partir de um ferimento grave na região da gengiva ou na língua, não tratado corretamente. Um levantamento feito com pacientes com câncer de boca mostra que 70% dos casos atendidos pelo Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, foram diagnosticados tardiamente. “A maioria dos casos são detectados tardiamente. Mas o câncer bucal tem cura e quando tratado no início, tem melhores resultados”, informa Antônio Falcão, cirurgião-dentista e diretor do Conselho Regional de Odontologia da Bahia (CRO-BA). Segundo ele, os principais fatores de risco são o tabagismo e consumo excessivo de álcool, mas subnutrição, má higiene bucal, traumatismos ocasionados pelo uso de próteses dentárias e exposição ao sol, sem proteção, no caso do câncer de lábio, também influenciam. Diante do crescimento dos índices deste tipo de câncer, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal (PL 3939/12). A campanha deve ser realizada todos os anos, na primeira semana de novembro, e tem como objetivos integrar e estimular ações preventivas e educativas, bem como difundir os avanços técnico-científicos na área.