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Doação de dente de leite ajuda em pesquisa com célula-tronco

Foto: Shutterstock
Foi-se o tempo em que o destino do dente era ficar embaixo do travesseiro para ser trocado com a fada por algum dinheiro. Hoje em dia, é necessário conscientizar as crianças sobre a importância da doação dos dentes. As células-tronco da polpa dos dentes de leite são valiosas para os cientistas. A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP usa o material para reconstituir neurônios para o tratamento de autismo. Também no Centro de Estudos do Genoma Humano da USP, testes com animais estudam a regeneração de ossos. Já a faculdade de Odontologia da universidade, estuda a reconstrução do tecido dentário que revolucionaria tratamentos de cáries e periodontites.
 
Os estudantes de odontologia também precisam dos dentes para as aulas. A Faculdade de Odontologia da USP - FOUSP - foi pioneira no Banco de Dentes Humanos e recebe doações de diferentes locais do Brasil. Hoje a coleção é de, aproximadamente, 10 mil peças. “Recebemos entre 40 e 50 dentes decíduos por mês, o ideal seria receber 200”, diz José Carlos Imparato, professor da faculdade e idealizador do banco. Segundo o professor, um semestre de aula de tratamento de canal, com cinquenta alunos, consome cerca de 450 dentes. Todo dente pode ser doado, seja ele sadio, cariado, amarelado, restaurado, de leite ou permanente. O ideal é guardá-lo no soro fisiológico ou na água destilada. Lembre-se que os dentes devem ser lavados com água e sabão e colocados em sacos plásticos ou em um pote. Com informações do Portal Terra.

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