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Sindicato irá à Câmara contra lei que altera forma de planos de saúde para servidores municipais

Por Francis Juliano

Foto: Sindseps
Na iminência de ser votada na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei 050/10, que altera a forma de contratação de empresas de planos de saúde, o Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) promete ir até a Casa na segunda-feira (11) para protestar contra a medida da administração soteropolitana, considerada "autoritária" pela entidade. De acordo com o diretor-administrativo do sindicato, Bruno Cruz, a proposta da prefeitura não contempla os interesses do setor e não considera o que já é realidade entre funcionários de autarquias, como a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo no Município (Sucom) e a Superintendência de Conservação e Obras Públicas de Salvador (Sucop). “Nós queremos esse modelo que já é realidade nessas autarquias e que tem sido aprovado pelos servidores há 20 anos”, disse Cruz, em entrevista ao Bahia Notícias. Nos órgãos citados pelo dirigente, os serviços são prestados pela empresas Hapvida e Promédica. Segundo o integrante da Guarda Municipal, o projeto encampado pela Secretaria Municipal de Gestão Pública (Semge) prevê contratação de única empresa via pregão eletrônico, o que comprometeria o serviço, na visão da entidade sindical, caso haja algum problema de não continuidade da companhia contratada, além de restringir o leque de opções de estabelecimentos para atender a demanda. O diretor informou que, até que seja decidida a forma de contratação, 28 mil servidores, mais cerca de 50 mil pessoas dependentes, ficarão sem atendimento. O sindicato reclama que, desde 2005, o setor tem sofrido com a redução de atendimentos pelo Centro Médico Odontológico do Instituto de Previdência de Salvador (IPS).

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