‘Dr Love’ acredita que ‘hormônio do amor' pode gerar sociedade mais generosa
Uma molécula que funciona como um interruptor da bondade humana foi assim apresentada pelo pesquisador, economista e neurocientista americano Paul Zak. Fruto de 12 anos de labuta, o experimento, segundo Zak, aponta a ocitocina, conhecida como o hormônio do amor, responsável pela produção de hormônios que podem gerar “uma sociedade mais generosa”, declarou o Dr. Love, como o professor da Universidade Claremont, na Califórnia e autor do livro "A Molécula da Moralidade" (Campus, 264 págs., R$ 69,90) é conhecido. “A ocitocina é a base biológica do amor, ajuda as pessoas a confiar nos outros, a dar dinheiro para a caridade”, disse ao relatar a associação entre níveis altos de ocitocina e posturas mais generosas das pessoas. “Quando voluntários participaram de um teste em que tinham que dividir dinheiro com estranhos para poder ter mais lucro, níveis mais altos do hormônio foram encontrados entre aqueles que receberam o montante, em resposta à demonstração de confiança dos doadores, o que fez com que fossem mais generosos”, contou. O pesquisador tem uma receita bem simples para aumentar os níveis de ocitocina. “Há uma "receita" para aumentar os próprios níveis de ocitocina, a minha favorita é dar oito abraços por dia --cheguei nesse número porque penso em um abraço por hora, durante um dia de trabalho. É como se déssemos de presente a alguém um aumento nos níveis de ocitocina. Também produzimos o hormônio em oração e quando damos atenção a outra pessoa”, detalhou. Zak participa nesta quarta-feira (6) do ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento, em São Paulo.