Presidente de federação de santas casas cobra R$ 18 milhões retidos na prefeitura de Salvador
Por Francis Juliano
Mesmo com o aporte de mais de R$ 65 milhões para as santas casas e entidades filantrópicas da Bahia – maior volume para estados do Nordeste – instituições de Salvador ainda continuam com o pires na mão. A queixa é do presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado da Bahia (Fesfba), Maurício Dias. Ele diz que mesmo o dinheiro vindo em hora precisada, as agruras da área ainda não foram devidamente sanadas. O rombo, segundo ele, ainda está na ordem de R$ 58 milhões e afeta o funcionamento de 13 instituições baianas, entre elas, hospitais com o Espanhol, Martagão Gesteira e Aristides Maltez, e entidades como a Fundação José Silveira e a Associação de Paes e Amigos dos Excepcionais (Apae). Dias afirma que o principal motivo é a demora da prefeitura em repassar os R$ 18 milhões, referentes ao aporte que aterrizou no Palácio Thomé de Souza em janeiro deste ano para pagar dívidas ainda da gestão João Henrique. Desde então, de acordo com Dias, a verba não saiu de lá devido à nova gestão das finanças implantada na prefeitura. “A informação que chega é que o secretário Mauro Ricardo tem dito que a verba não teria que ser aplicada para pagar os débitos porque ela chegou em janeiro. É um entendimento que o considero equivocado”, disse. Para Dias, a questão deve ser tomada como prioridade pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário de Saúde, Antonio José Rodrigues. “Eles têm que acelerar esse processo. Nós estamos ainda comprometidos”, afirmou Dias. O presidente da Fesfba informou ainda que se o repasse não for realizado, o 13° dos funcionários também está comprometido, assim como previsíveis empréstimos que as entidades terão de fazer.