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Pesquisa afirma que extrato de ipê pode tratar lesões por veneno de cobra

Foto: Fábio Campos/TV Tem
Pesquisadores brasileiros afirmam que uma substância extraída de árvores de ipê se mostrou eficaz para tratar lesões provocadas por veneno de cobras. De acordo com o estudo, a substância conseguiu reduzir a inflamação da picada, conter a hemorragia, minimizar o edema e diminuir a atividade tóxica do veneno. "Conseguimos identificar e isolar a substância responsável por esses efeitos e já a patenteamos", informou à agência “EFE” a farmacêutica Mônica Qadri, pesquisadora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e coordenadora do projeto. O produto foi extraído da casca do ipê (Tabebuia áurea, nome científico do vegetal), uma árvore de até 15 metros de altura que faz parte de paisagens do sudeste e centro-oeste brasileiro, do Pantanal e de algumas regiões da Bolívia, Guiana, norte da Argentina, Peru e Paraguai. Segundo Mônica, um possível medicamento desenvolvido a partir do extrato do ipê amarelo não substituirá o soro usado para tratar as picadas de cobra, mas servirá como um complemento "para diminuir as lesões, traumas e sintomas" provocados pelo veneno.  De acordo com o Ministério da Saúde, 88% dos acidentes ofídicos no Brasil são provocados pelas Bothrops, que causam danos sistêmicos, inflamação e necrose de tecidos. Nos experimentos, se constatou que o produto reduziu o número de células inflamadas no local e conteve a hemorragia provocada pelos venenos das três serpentes. Informações do G1.

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