OMS: profissionais de nível médio são alternativa para áreas sem médicos
Por Agência Estado
Países como o Brasil, que sofrem com a falta de médicos em algumas regiões, poderiam resolver esse déficit treinando, formando e mobilizando parteiras, enfermeiras, auxiliares médicos e clínicos cirúrgicos para garantir o atendimento à população. A recomendação está sendo publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no que seria a primeira análise sistemática que compara o atendimento de médicos e demais profissionais de saúde em dezenas de setores. O estudo é uma resposta a esforços de governos em busca de encontrar soluções para regiões mais pobres e menos atrativa para médicos. A mensagem é de que, no lugar de gastar recursos com a formação ou a importação de médicos, verbas poderiam ser investidas de forma mais eficiente mobilizando outros profissionais.
Em nenhum momento a OMS sugere que esses profissionais substituam de forma definitiva ou em sua totalidade os médicos nas regiões mais afetadas por falta de mão de obra. Mas aponta que, em determinadas áreas, os profissionais de saúde de nível médio "atendem tão bem quanto os médicos, se não mesmo melhor do que eles". A OMS também insiste que essa opção não é uma recomendação apenas para países pobres. Isso porque grande parte dos estudos que comprovam essa tese foi realizada em países ricos. "Nos países onde esses profissionais de saúde foram mobilizados, os resultados clínicos de determinados serviços foram tão bons quanto os daqueles realizados por médicos - e, em alguns casos, até melhores", indica o estudo que compilou dados de 53 pesquisas diferentes realizadas em 18 países nos últimos 20 anos.
Um dos resultados da pesquisa aponta que, "quando os cuidados são prestados às mães e aos recém-nascidos por parteiras, em vez de por médicos trabalhando com as parteiras, os índices do recurso à episiotomia (incisão cirúrgica feita para facilitar a saída do bebê, que pode levar a complicações) e à utilização de analgésicos são inferiores". O estudo também afirma que, em campos como a prevenção e o tratamento de doenças cardíacas, diabetes, questões de saúde mental e infecção pelo HIV, o atendimento prestado por enfermeiras pode ser tão eficiente quanto aquele prestado pelos médicos, caso haja treinamento.
Em nenhum momento a OMS sugere que esses profissionais substituam de forma definitiva ou em sua totalidade os médicos nas regiões mais afetadas por falta de mão de obra. Mas aponta que, em determinadas áreas, os profissionais de saúde de nível médio "atendem tão bem quanto os médicos, se não mesmo melhor do que eles". A OMS também insiste que essa opção não é uma recomendação apenas para países pobres. Isso porque grande parte dos estudos que comprovam essa tese foi realizada em países ricos. "Nos países onde esses profissionais de saúde foram mobilizados, os resultados clínicos de determinados serviços foram tão bons quanto os daqueles realizados por médicos - e, em alguns casos, até melhores", indica o estudo que compilou dados de 53 pesquisas diferentes realizadas em 18 países nos últimos 20 anos.
Um dos resultados da pesquisa aponta que, "quando os cuidados são prestados às mães e aos recém-nascidos por parteiras, em vez de por médicos trabalhando com as parteiras, os índices do recurso à episiotomia (incisão cirúrgica feita para facilitar a saída do bebê, que pode levar a complicações) e à utilização de analgésicos são inferiores". O estudo também afirma que, em campos como a prevenção e o tratamento de doenças cardíacas, diabetes, questões de saúde mental e infecção pelo HIV, o atendimento prestado por enfermeiras pode ser tão eficiente quanto aquele prestado pelos médicos, caso haja treinamento.