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Cientistas brasileiros avançam nas pesquisas do combate ao vírus HIV

As pesquisas brasileiras que visam à cura da Aids através do uso de fitomedicamentos capazes de tirar o vírus da latência avançaram mais um passo. Foram finalizados com sucesso os testes pré-clínicos em macacos Rhesos, para verificar a eficácia e possíveis contraindicações. Liderada pelo farmacêutico Luiz Francisco Pianowski, a equipe que estuda a cura do HIV, detectou que a substância extraída da planta Aveloz (Euphorbia tirucalli), desloca o vírus da célula infectada, levando-a à morte. Assim, o vírus é exposto aos antirretrovirais existentes. De acordo com Pianowski, "essa descoberta abre novos horizontes na busca pela cura do HIV, pois os atuais tratamentos só agem matando o vírus quando ele se multiplica e sai da célula invadida para entrar em outras". Com a comprovação da baixa toxicidade no organismo dos animais testados, a pesquisa avança para o início dos testes em humanos. Os testes em macacos foram realizados no renomado centro de pesquisas americano do hospital John Hopkins. O projeto é liderado pelo pesquisador Lucio Gama, com participação de Celina Monteiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Paralelamente, estudos referentes à farmacocinética e toxicologia são realizados no instituto Aurigon, Alemanha. No Brasil, Luiz Pianowski, do laboratório Kyolab, e Amílcar Tanuri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenam as atividades. A proposta, segundo Pianowski, é ativar o vírus latente apenas o suficiente para que seja possível destruí-lo. Nas duas primeiras fases da pesquisa, a equipe obteve sucesso em reativar os vírus latentes de HIV-1 em diferentes concentrações, sem apresentar fatores de citotoxicidade. "Objetivamos chegar a uma molécula que ative os reservatórios latentes do HIV que, em conjunto com a terapia antiviral, possa levar à extinção de todo reservatório capaz de replicar e re-infectar o indivíduo. Isso pode levar o paciente HIV positivo a parar a medicação e ficar com sistema imune em boas condições ou, no melhor dos cenários, não necessitar mais de terapia antiviral", complementa Pianowski. A expectativa dos pesquisadores é que os trâmites para liberação dos testes em humanos sejam encerrados até o início do próximo ano e assim possa permitir o início da próxima fase.

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