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Pacientes com Parkinson lutam contra doença em ringue de boxe

Fotos: Mike Blake/Reuters
Um grupo de pacientes com Parkinson luta contra a doença em um ringue de boxe, nos Estados Unidos. Com 15 unidades no país e outra na Austrália, uma rede de academias oferece aulas para pessoas que sofrem da doença. Segundo a Fundação para o Mal de Parkinson dos EUA, pesquisas mostram que a atividade física pode, transitoriamente, aumentar os níveis de dopamina no cérebro. Esses índices são significativamente reduzidos pelo problema degenerativo, caracterizado por tremores nas mãos ou nos braços, rigidez muscular, postura encurvada, movimentos lentos e alterações no equilíbrio, na voz e na escrita. Nos treinos, os exercícios são feitos apenas com a ajuda de um instrutor, sem combate. De acordo com o neurologista Francisco Cardoso, o risco de Parkinson aumenta dez vezes após os 65 anos –1,5% da população acima dessa idade terá a doença –, mas isso não significa que a enfermidade seja exclusiva de idosos.
 

 
Cerca de 5% dos pacientes desenvolve o problema antes dos 50 anos e, em casos raros, na infância ou na adolescência. Como medida de prevenção, estudos apontam que tomar duas xícaras de café por dia pode reduzir o risco de Parkinson. Quando já diagnosticada, a doença é tratada com medicamentos que podem controlar os sintomas. Em alguns casos, também é usado um marcapasso artificial no cérebro. O famoso boxeador Muhammad Ali, de 71 anos, foi diagnosticado com Parkinson ainda nos anos 1980, mas até agora a ciência não encontrou relação direta entre a atividade e a doença.

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