Metade da população adulta brasileira sofre com perda dentária grave, diz pesquisa
No mês em que se comemora, nesta sexta-feira (25), o Dia do Cirurgião-Dentista e o Dia Nacional da Saúde Bucal, o Brasil tem poucos motivos para sorrir com dentes à mostra. Segundo pesquisa do IBGE, enquanto o país responde por 19% dos cirurgiões-dentistas do mundo inteiro, com mais de 260 mil profissionais ativos, 50% da população adulta têm apenas 20 ou menos dentes funcionais. Quando somados os idosos, a taxa sobe para 70%. “A saúde oral do brasileiro melhorou muito nos últimos dez anos. Mas, é necessário haver mais iniciativas que estendam o tratamento dentário para cada canto do país. Afinal, quando um indivíduo perde um dente, perde também parte de sua saúde”, opina Adriano Forghieri, presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD).
O mesmo estudo aponta que 12% da população nunca pisaram em um consultório odontológico e apenas 40% dos entrevistados tinham consultado um cirurgião-dentista no ano que antecedeu a pesquisa (2007). Das pessoas que têm mais acesso aos tratamentos dentais, a maioria é mulher, moradora de área urbana, e com renda mais elevada do que a média da população. “As mulheres também são maioria entre os profissionais formados em Odontologia. Hoje, elas representam quase 52% desse mercado de trabalho”, informa Forghieri. As distorções continuam quando o assunto é a fabricação de produtos. Enquanto a indústria da odontologia é lucrativa e o país é o que mais forma cirurgiões-dentistas no mundo – ocupa, também, a segunda posição na produção e colocação de implantes dentários –, pessoas adoecem por falta de cuidados com os dentes. A relação entre cáries e crianças diminuiu em função da água fluoretada que chega diariamente às torneiras de boa parte da população.
Problemas com os dentes também podem ocasionar doenças periodontais (na gengiva) e estão associados à ocorrência de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) – também conhecido como derrame ou isquemia cerebral –, que é causado pela falta de sangue em uma parte do cérebro por conta da obstrução de uma artéria. De acordo com estudo da American Heart Association publicado no jornal Stroke, que envolveu mais de 40 mil pacientes, homens com 24 dentes ou menos apresentavam maior risco de sofrer um AVC, quando comparados àqueles que contavam com melhor dentição. Outra pesquisa, do Instituto do Coração (Incor/USP), comprovou que a manutenção da saúde oral previne doenças como a endocardite infecciosa, que resulta da invasão por bactérias e fungos no tecido endocárdico – que reveste internamente o coração. A enfermidade é considerada grave, com taxas de mortalidade em torno dos 25%.
O mesmo estudo aponta que 12% da população nunca pisaram em um consultório odontológico e apenas 40% dos entrevistados tinham consultado um cirurgião-dentista no ano que antecedeu a pesquisa (2007). Das pessoas que têm mais acesso aos tratamentos dentais, a maioria é mulher, moradora de área urbana, e com renda mais elevada do que a média da população. “As mulheres também são maioria entre os profissionais formados em Odontologia. Hoje, elas representam quase 52% desse mercado de trabalho”, informa Forghieri. As distorções continuam quando o assunto é a fabricação de produtos. Enquanto a indústria da odontologia é lucrativa e o país é o que mais forma cirurgiões-dentistas no mundo – ocupa, também, a segunda posição na produção e colocação de implantes dentários –, pessoas adoecem por falta de cuidados com os dentes. A relação entre cáries e crianças diminuiu em função da água fluoretada que chega diariamente às torneiras de boa parte da população.
Problemas com os dentes também podem ocasionar doenças periodontais (na gengiva) e estão associados à ocorrência de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) – também conhecido como derrame ou isquemia cerebral –, que é causado pela falta de sangue em uma parte do cérebro por conta da obstrução de uma artéria. De acordo com estudo da American Heart Association publicado no jornal Stroke, que envolveu mais de 40 mil pacientes, homens com 24 dentes ou menos apresentavam maior risco de sofrer um AVC, quando comparados àqueles que contavam com melhor dentição. Outra pesquisa, do Instituto do Coração (Incor/USP), comprovou que a manutenção da saúde oral previne doenças como a endocardite infecciosa, que resulta da invasão por bactérias e fungos no tecido endocárdico – que reveste internamente o coração. A enfermidade é considerada grave, com taxas de mortalidade em torno dos 25%.