Entenda as lesões que exigiram 3 cirurgias no joelho na ginasta Rebeca Andrade
A ginasta brasileira Rebeca Andrade, medalhista de prata no individual geral da ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, é um exemplo de superação e resiliência. Sua trajetória até o pódio foi marcada por grandes desafios, incluindo três cirurgias no joelho em decorrência de lesões no ligamento cruzado anterior (LCA), ocorridas em 2015, 2017 e 2019. Apesar desses contratempos, Rebeca perseverou e manteve o foco em seus objetivos, alcançando o sucesso.
O ligamento cruzado anterior, localizado no joelho, é fundamental para a estabilização da articulação durante movimentos de aceleração, desaceleração e mudanças bruscas de direção, comuns em esportes de alto impacto. Lesões no LCA são frequentes em modalidades como ginástica e futebol, onde torções repentinas do joelho podem provocar danos significativos. A lesão do LCA geralmente acontece quando o joelho se movimenta para dentro enquanto a tíbia rotaciona para fora, resultando em dor intensa, inchaço e limitação de mobilidade. Um dos sinais mais comuns é o som de um estalo no momento do trauma.
Em muitos casos, a cirurgia é o tratamento indicado para reconstruir o ligamento, utilizando enxertos do próprio paciente. Embora seja minimamente invasiva, a reabilitação pode levar de oito a doze meses, sendo fundamental para a plena recuperação do atleta. A cirurgia de reconstrução do LCA, quando bem executada, permite que o atleta retome suas atividades sem limitações pós-operatórias.
A recuperação de uma lesão no LCA exige também um tratamento multidisciplinar, envolvendo fisioterapia, acompanhamento médico constante, treinamento físico específico e suporte psicológico. O objetivo é garantir que o atleta retorne ao esporte no mesmo nível de performance que tinha antes da lesão.
*Gustavo Dórea é ortopedista especialista em joelho e sócio da Clínica CICV
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