Dia Mundial de Doenças Raras: Você conhece a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica auto imune, inflamatória e degenerativa, que compromete o sistema nervoso central. Atinge principalmente adultos jovens, com maior frequência no sexo feminino. As causas atualmente conhecidas envolvem predisposição genética e fatores ambientais, bem como infecções virais (vírus Epstein Barri), exposição ao sol e consequentemente níveis baixos de vitamina D prolongadamente.
É uma doença geralmente progressiva, a qual atinge a substância branca do sistema nervoso central com sinais e sintomas chamados de surtos, estes podem ser sutis no início e depois modificarem para os chamados surtos- remissões os quais podem durar de dias e meses ou formas progressivas as quais pioram os sintomas a cada surto.
Embora a EM possa progredir e regredir de forma imprevisível, os sintomas iniciais mais comuns são:
- Alterações sensitivas como dormência, câimbras em uma ou mais extremidades, no tronco ou em um lado da face; Fraqueza, cansaço em uma perna ou mão;
- Perda parcial de visão, visão dupla; espasmos e rigidez muscular;
- Dificuldade de controle da bexiga (retenção ou perda da urina); problemas de memória, de atenção, do processamento de
- Informações (lentificação);
- Alterações de humor, depressão e ansiedade.
O diagnóstico é baseado em critérios clínicos exclusivos para EM, história clínica do paciente, exame físico, exames de ressonância magnética e estudo do líquor cefalorraquidiano. Os tratamentos disponíveis para EM buscam reduzir a atividade inflamatória e os surtos ao longo dos anos contribuindo para a redução do acumulo de incapacidade durante a vida do paciente. Diagnosticar a doença precocemente faz toda a diferença. Quando mais cedo o tratamento é iniciado, maior a chance de modificar a longo prazo o curso natural da EM, reduzindo o número de surtos, lesões e sequelas neurológicas.
*Priscila Rosa é neurologista na clínica IBIS – Salvador, pertencente ao Grupo CITA (Centros Integrados de Terapia Assistida), referência em tratamentos de doenças autoimunes no Brasil e está disponível para entrevistas sobre “Lúpus e Fibromialgia”.
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