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Fevereiro Roxo: tratamento adequado permite qualidade de vida a pacientes com Fibromialgia

Por Anita Rocha

Foto: Arquivo Pessoal

A Fibromialgia é uma doença que atinge cerca de 5% da população mundial e 2,5% da população brasileira. Os sinais mais visíveis de quem possui essa síndrome são: dores generalizadas, espalhadas pelo corpo e articulações, podendo durar meses; fadiga e cansaço durante o dia; diminuição da qualidade do sono; problemas cognitivos e alteração da memória, transformando uma simples tarefa que requer atenção ou concentração em algo difícil de ser executado.

 

Por debilitar tanto, a síndrome causa um grande impacto na vida dos pacientes, o que pode acarretar problemas emocionais. A depressão e ansiedade podem aumentar a sensação de dor, a incapacidade e tornar a adesão ao tratamento ainda mais difícil. 

 

Diante desse cenário, a campanha Fevereiro Roxo representa a oportunidade de conscientização da população com o compartilhamento de informações acerca dessa patologia, como as referentes aos sintomas e tratamentos paliativos disponíveis. 

 

Apesar de ser uma doença incurável, não significa que o portador não possa ter qualidade de vida. Inclusive, se não acompanhado adequadamente, ao longo do tempo, os sintomas se potencializam e interferem na vida social dos pacientes.

 

QUALIDADE DE VIDA

A atenção e o cuidado de uma equipe multidisciplinar podem fazer toda diferença. O tratamento adequado abrange desde o uso de medicamentos, quanto a realização de terapias, como fisioterapia e acupuntura, bem como a prática de hábitos saudáveis com uma alimentação balanceada e a atividade física.

 

Fazer exercício é um dos tratamentos mais eficazes: combate todos os sintomas da doença, incluindo dor, fadiga e problemas de sono. A atividade física ajuda a manter a massa óssea, melhora o equilíbrio, reduz o estresse e aumenta a força. Fazer exercícios regulares também auxilia no controle de peso, o que é importante para reduzir a dor da fibromialgia.

 

Outro ponto importante que também merece atenção é a alimentação. Uma alimentação baseada em alimentos mais naturais e redução de alimentos industrializados e de origem animal, de forma geral, melhora o quadro de dor, além de ajudar na disposição, qualidade do sono, fadiga, cansaço, memória e humor. 

 

Portanto, se você tem um familiar com suspeita de Fibromialgia ou com diagnóstico confirmado, o ideal é buscar ajuda especializada. É possível encontrar um outro caminho que não seja a dor. 

 

*Anita Rocha é médica algologista e coordenadora do Itaigara Memorial Clínica da Dor

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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