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Como o BBB ampliou o debate sobre ansiedade e transtornos alimentares

Por Juliana Cruz Sousa

Foto: Arquivo Pessoal

 

Comer apenas ovo e fruta é sinal de transtorno alimentar? Até onde uma dieta restritiva ou longo período de jejum são considerados saudáveis? Comer muito pão é compulsão alimentar? Muitas questões envolvendo hábitos alimentares ganharam maior visibilidade recentemente diante da atitude de alguns participantes do reality show Big Brother Brasil 2022 em relação a comida. Os episódios lançam luz ao debate sobre transtornos alimentares, que afetam 5% da população brasileira, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o equivalente a cerca de 10 milhões de pessoas. E as causas desses distúrbios podem ser psíquicas, provocadas por fatores socioculturais, fatores hormonais e até mesmo pela genética.

 

Muitas vezes, os transtornos alimentares são desencadeados por fatores associados à ansiedade, condição que aumentou com a pandemia, diante de muitos momentos de inseguranças, incertezas e menor convívio social. Os principais tipos de distúrbios alimentares são anorexia nervosa, bulimia nervosa, compulsão alimentar e o transtorno alimentar restritivo evitativo. Para entender a relação entre ansiedade e esses transtornos é fundamental buscar ajuda psicológica, para perceber os sinais desses distúrbios e buscar entender o funcionamento da mente para garantir o autocuidado e o controle da saúde. 

 

Muitas vezes, a associação entre ansiedade e transtornos alimentares está diretamente ligada a fatores que vão muito além de questões psicológicas e acabam afetando o funcionamento do organismo. Essa relação costuma ter como base problemas emocionais associados à culpa, frustração, questões mal resolvidas e baixa autoestima. 

 

*Juliana Cruz Sousa é psicóloga da Clínica SiM e membro do Centro de Transtornos Alimentares de Fortaleza

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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