Como a alimentação influencia no desempenho dos alunos
Cerca de oito em cada dez crianças brasileiras de até cinco anos já consomem alimentos ultraprocessados, de acordo com pesquisa realizada pelo Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani - UFRJ), em 2019. Entre esses alimentos, temos biscoitos, farinhas instantâneas, refrigerantes e outros produtos perigosos para o desenvolvimento infantil. Durante a infância e a adolescência, a alimentação escolar auxilia no desenvolvimento de ossos, músculos, órgãos e no despertar cognitivo das crianças.
Uma alimentação não balanceada nos primeiros anos de vida pode trazer danos significativos para o desenvolvimento da criança. Diferentes doenças como má nutrição, anemia e dificuldade de aprendizagem podem ser desenvolvidas pela falta de nutrientes, quantidades erradas e excesso de alimentos calóricos com pouca representatividade nutricional. A má nutrição pode ocorrer por causas orgânicas (físicas) e não orgânicas, ocasionadas por hábitos incorretos, e os riscos dependem da gravidade de cada caso.
Os bons hábitos alimentares são estimulados durante a infância, com o auxílio de uma pessoa adulta e que tenha o conhecimento necessário para encaminhar a criança para um estilo saudável de vida. É nesta fase da vida que crianças e adolescentes se espelham nas pessoas que fazem parte de seu dia-a-dia, como pais, professores, irmãos e amigos.
O recomendado é que as escolas vejam a preparação da merenda como uma influência direta ao rendimento do aluno. Uma espécie de alongamento da proposta pedagógica. Além de oferecer opções nutritivas, o ideal é ajudar nos hábitos alimentares, valores culturais e crescimento saudável.
Uma alimentação saudável é essencial para ter uma boa qualidade de vida em todas as fases do crescimento. A educação alimentar é de vital importância e interfere diretamente no rendimento do aluno.
*Thelma Suckerman é pedagoga especialista em Alfabetização Infantil e diretora da Escola Villa Criar
*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias