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Dezembro Vermelho: Aids, prevenção e qualidade de vida

Por Claudilson Bastos

Foto: Divulgação / Universidade de Oxford

Em dezembro, a atenção dos órgãos de saúde é voltada para o combate do HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A campanha Dezembro Vermelho foi instituída por lei em 2017, para conscientizar sobre a importância da prevenção e do tratamento quando acontecer de a pessoa se infectar.

 

Em 2020, de acordo com dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação, divulgados pelo Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS foram notificados 29.917 casos de HIV/AIDS no Brasil. Houve uma queda de 20,7% nos diagnósticos, quando comparado com o ano anterior que registrou 37.731 casos. Homens e mulheres de 20 a 34 anos são os principais grupos acometidos com o vírus, representando mais de 50% dos casos de acordo com os dados do país desde o surgimento da doença.

 

A diminuição dos casos, no entanto, não é sinal de alívio. Em 2020, 10.417 brasileiros perderam a vida para AIDS. Ao compararmos os dados com 2019, a queda do número de casos foi de apenas 2,52%. Para evitar que as pessoas continuem se infectando e transmitindo a doença, a informação é essencial.

 

A transmissão do HIV pode acontecer através da relação sexual sem o uso de preservativo; acidentes com materiais pérfuro-cortantes de uso hospitalar; através do consumo de drogas injetáveis, canudos e cachimbos; ou por meio da transmissão vertical de mãe para filho.

 

É importante identificar possíveis exposições de risco ao vírus, como por exemplo, ao fazer sexo sem camisinha. Para esse tipo de situação é indicada a realização da testagem para a doença. O exame deve ser realizado, pelo menos, 30 dias após a exposição a situações de risco. Com uma amostra de sangue do paciente é possível identificar ou não a presença do vírus. O intervalo de 1 mês após a possível contaminação é necessário para que haja possibilidade de detecção do marcador da infecção, evitando a possibilidade de um resultado falso negativo.

 

O HIV/Aids é uma síndrome séria que pode evoluir com infecções oportunistas mas, com o avanço da medicina, é possível detectá-la de forma precoce e, com o uso dos medicamentos antiretrovirais recomendados, conviver com o vírus com qualidade de vida seguindo o tratamento indicado e as recomendações médicas.

 

*Claudilson Bastos é infectologista e consultor médico do Sabin Imunização em Salvador

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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