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Serra Dourada: Trabalhadores de comunidade denunciam prisões arbitrárias e ameaças

Foto: Divulgação

Doze trabalhadores rurais da comunidade de Porteira de Santa Cruz, Serra Dourada, região do Oeste da Bahia, afirmaram que estão sofrendo ameaças de mortes e perseguições por causa do conflito agrário com grileiros na região. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (26), em uma visita ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa, deputado Marcelino Galo (PT). Os trabalhadores, que buscam reivindicar o Território Fecho de Pasto, onde vivem cerca de 150 famílias, denunciaram como arbitrária a prisão de cinco pessoas do grupo, feita por policiais militares, supostamente "a pedido dos grileiros" no dia 7 de março. No documento, consta que teria acontecido uma briga quando um poço tubular estava sendo perfurado na área de conflito. Os agricultores entraram em luta corporal e desarmaram os pistoleiros e, na confusão, a Polícia Militar foi acionada e chegou ao local de forma violenta. Para eles, os policiais prenderam os trabalhadores “de forma aleatória”, sem que houvesse indícios de sua participação em uma pratica ilícita. Galo informou que vai buscar esclarecimentos da Secretaria de Segurança Pública e da Casa Militar sobre as denúncias. “É preciso esclarecer urgentemente esse caso, assegurar a integridade das famílias dessa comunidade e imediata execução do Estado da ação discriminatória para separar as terras públicas e verificar a veracidade dos alegados documentos dos ditos proprietários. É inadmissível a criminalização de comunidades rurais e de movimentos sociais”, disse. Além da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa, os trabalhadores apresentaram as denúncias a Casa Militar, ao Tribunal de Justiça, a Secretaria de Desenvolvimento Rural e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

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