Fuga do carnaval: Soteropolitanos buscam alternativas para passar o feriado
Por Bruna Castelo Branco
O Carnaval de Salvador começa em três dias, mas nem todos os soteropolitanos ficam para assistir à maior festa popular de rua do mundo. Em busca de uma forma diferente de aproveitar o feriado, alguns municípios do interior do estado se tornam alternativa para quem prefere sair da cidade. Entre as regiões mais visitadas está a Chapada Diamantina e localidades que a circundam, como Lençóis, Vale do Capão, Palmeiras, Mucugê, Andaraí e Itatú. Segundo a secretária de Turismo e Cultura de Lençóis, Michele Nonato, quem quiser ir para a cidade neste carnaval deve fazer logo a reserva de hospedagem. “Hoje, estamos com uma média de 85% de ocupação, e acreditamos que chegue bem próximo a 100%”, opinou ela. Ainda de acordo com Michele, a região da Chapada Diamantina não tem um perfil turístico bem definido – famílias, idosos e jovens com amigos visitam a localidade. “Hoje o perfil é bem variado, desde famílias até jovens mais alternativos, mochileiros, a terceira-idade, um público bem diverso”, afirmou a secretária.

Foto: Roberto Barroso/ Agência Brasil
Sobre os principais atrativos de Lençóis, especificamente, Michele Nonato disse que não haverá eventos realizados pela prefeitura, mas informou o município é cheio de bares, restaurantes e algumas festas privadas. Segundo ela, o turismo gastronômico também é presente na região. “A gastronomia é bem rica em Lençóis. O prato típico é o ‘godó de banana’, mas aqui há restaurantes de várias partes do mundo: mexicanos, cafés bem famosos”, disse ela. Segundo o presidente da associação de moradores de Lençóis, Nelson Oliveira, o turista que vai a Lençóis quer, em geral, descansar e fazer ecoturismo já que, segundo ele, o centro histórico do local não permite a realização de grandes eventos. “O turista que vai a Lençóis quer descansar, fazer trilha, não quer trio-elétrico e festa. É uma coisa mais light”, explicou Oliveira. De acordo com o presidente, no município de Palmeiras, na região da Chapada Diamantina, há festas para turistas que procuram folia. A estudante Clara Rellstab visitou a região com amigos e disse que o tamanho da cidade e a população evitam casos de violência. “Como a cidade é pequena, e todo mundo se conhece, fica difícil acontecer alguma briga ou confusão maior”, disse ela. Clara passou o carnaval de 2012 no município e aproveitou os blocos de rua, organizados pelos próprios moradores durante a tarde e início da noite. Às 23h, aproximadamente, começam os shows. “Quando eu fui, teve Adão Negro, Motumbá e Duas Medidas”, contou ela. Clara ficou em sua própria casa, e, segundo ela, o fato de a cidade ser pequena facilita para ir voltar de lugares.

Foto: Roberto Barroso / Agência Brasil
Já Julia Sarmento, também estudante, visitou a região no carnaval do ano passado e disse que não pretende voltar em períodos de festa. “Estava insuportavelmente cheio, para você ter noção, formava engarrafamento na vila. Tudo estava cheio: as cachoeiras, restaurantes e até os locais para o café da manhã”, relatou. O fato de ter viajado com amigos amenizou esses transtornos, mas, segundo Julia, que ficou hospedada em um camping no Vale do Capão, se chegasse a um hotel para tentar hospedagem sem reserva, “não conseguiria de jeito nenhum”.