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Alagoinhas: Obras de UPA que deveria ter sido entregue em 2013 estão paralisadas há 20 dias

Por Marcos Maia

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal
As obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de Santa Teresinha, no município de Alagoinhas, Litoral Norte do Agreste Baiano, estão paradas há pouco mais de 20 dias. De acordo com Guilardo Sergio, proprietário da empresa responsável pela construção, a Macro, o município não faz o repasse de verbas para conclusão do serviço há quatro meses. "Trabalhamos com outras prefeituras, em outros estados, e nunca vivenciamos um problema como esse problema", reclama. Sergio conta que sua empresa assumiu a obra em abril de 2015, após a empresa que iniciou a construção abandonar o acordo firmado com a prefeitura. “Teve épocas de nós colocarmos mais de 20 homens para dar a celeridade solicitada”, relata. Os problemas teriam tido início quando a Macro solicitou que a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura (SECIN), efetuasse medições no terreno para liberação de verbas. “Pedi pra eles fazerem medições durante três meses para o dinheiro ser liberado”, lembra. Sem o auxílio do município, Sergio afirma ter investido mais de R$ 100 mil para manter as obras, mas com a passagem do tempo e o atraso nos repasses acabou diminuindo o número de funcionários na construção. No final de 2015, o município teria repassado R$ 12 mil a empresa. Na ocasião, Sergio cogitou abandonar a obra. “Eles pediram pra retomar em janeiro, com a promessa de que seria diferente”, conta. Contudo os problemas com o repasse voltaram a acontecer e o empresário não tem mais intenção de retornar para concluir a obra. “Só quero que restituam o valor investido”, diz.


Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Através de e-mail encaminhado à reportagem do Bahia Notícias, o secretário de infraestrutura do município, Carlos Geovany Lima Souza, atribuiu a paralisação a problemas entre os serviços efetuados pela empresa e a aceitação da fiscalização da Prefeitura e da Caixa Econômica Federal. “Enquanto não há esses ajustes, a Caixa não delibera pagamentos”, disse. Sobre a questão, Sergio afirmou que a uma equipe de engenharia da Caixa já esteve no local, mas não autorizou a emissão da nota para liberação da verba por parte do município. Ainda de acordo com Souza, episódios do tipo têm ocorrido com frequência. “As empresas ganham a licitação, mas não querem aplicar recursos próprios para o andamento da obra. Isso por que há uma demora da liberação dos recursos pela instituição financeira”, explica. De acordo com o secretário, as medições para liberação de verbas são feitas em conjunto com a Secin e a Caixa Econômica. “Não é apenas a SECIN que delibera o boletim de medição. É uma tramitação burocrática”, afirma. O secretário ainda assumiu o atraso no cronograma da obra, que teve início em 2008 e tinha previsão de entrega para 2013, mas afirmou que a empresa não cumpriu com o combinado. “O nosso empenho é que a fiscalização e a empresa se alinhem para que possamos entregar a obra”, disse. Se de fato houver outra desistência, será necessária a abertura de um outro processo de licitação. "Aqui nós só temos um hospital para atender mais de 20 municípios. A UPA desafogaria o hospital e as unidades de saúde que estão sucateadas. O aparelho seria uma forma de desafogar o problema de saúde no município", lamenta Fábio Moraes da Silva, presidente da Associação Comunitária Novo Horizonte. Ele afirma que se a situação continuar como está, a associação pretende se mobilizar para fechar as ruas do bairro em uma data ainda não definida.

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