Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Municípios

Notícia

Seca afeta produção de alimentos e agrava crise hídrica em Feira, relata sindicato

Por Redação

Foto: Kaio Vinicius/ Acorda Cidade

A falta de chuvas tem provocado uma crise hídrica na zona rural de Feira de Santana, com reservatórios secos, pastagens comprometidas e perdas na produção de alimentos da agricultura familiar.

 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana (Sintrafs), a situação afeta famílias de diferentes distritos e dificulta a criação de animais.

 

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a presidente do sindicato, Adriana Lima, afirmou que a estiagem impediu o plantio em algumas propriedades e comprometeu safras. Ela também manifestou preocupação com os efeitos do El Niño, previstos para se estender até o início de 2027.

 

De acordo com a sindicalista, Humildes apresenta condições relativamente melhores em relação às chuvas. Já distritos como Jaguara, Bonfim de Feira, Governador João Durval (Ipuaçu) e Maria Quitéria enfrentam dificuldades mais intensas.

 

FAMÍLIAS E ANIMAIS

Além da escassez de chuvas, o abastecimento irregular de água agrava a situação. Segundo Adriana Lima, a Embasa não atende todas as comunidades rurais, enquanto o fornecimento por carros-pipa enfrenta dificuldades logísticas para alcançar localidades mais distantes.

 

A presidente do Sintrafs afirmou que a entidade já encaminhou documentos a órgãos governamentais e reivindica medidas emergenciais, incluindo o acesso a reservatórios de água para as famílias que não dispõem desses equipamentos.

 

A redução da produção rural também tem reflexos na economia de Feira de Santana, já que os alimentos produzidos pela agricultura familiar abastecem tanto as famílias agricultoras quanto os consumidores da região.

 

Segundo Adriana, os custos para alimentar os animais aumentam com a escassez de pastagens, enquanto a perda das safras reduz a renda dos produtores e dificulta a permanência das famílias no campo.

 

A sindicalista também alertou para os impactos emocionais da crise, diante da insegurança sobre a sobrevivência e o futuro da atividade rural. O sindicato cobra ações do poder público para ampliar o abastecimento de água e oferecer suporte aos agricultores atingidos pela estiagem.