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Notícia

Aeronáutica libera construção de novos prédios na área do Aeroporto de Ilhéus

Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira

Fotos: Reprodução / Google Street View

Uma portaria do Comando da Aeronáutica, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (3), autorizou a construção dos empreendimentos residenciais Tons de Brisa e Maunakai na zona de proteção do Aeroporto de Ilhéus (SBIL), no sul da Bahia. A região é considerada estratégica para a expansão urbana e imobiliária do município, tornando os projetos relevantes para o desenvolvimento local.

 

Confira no mapa: 

 

Os empreendimentos, desenvolvidos pela empresa 'Brito e Gonçalves Incorporação e Empreendimentos Imobiliários Ltda.', estão localizados nas proximidades da Praia dos Milionários, em uma área próxima ao aeroporto.

 

Essa autorização foi concedida em grau de recurso, após manifestação da Prefeitura de Ilhéus, que defendeu o interesse público dos empreendimentos e sua importância para o crescimento econômico e urbanístico da cidade.

 

Localização e ilustração do futuro do projeto | Fotos: Google Earth / Redes sociais via @tonsdebrisa

 

Como as edificações estão situadas no entorno do aeroporto, a execução das obras dependia de parecer favorável do Comando da Aeronáutica para garantir que as construções não comprometessem as operações de pouso, decolagem e navegação das aeronaves.

 

De acordo com o Comando da Aeronáutica, a análise técnica realizada pelo Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) concluiu que o impacto das obras sobre as operações aéreas é aceitável, desde que sejam adotadas medidas específicas de segurança e mitigação.

 

REGRAS DE OBRAS

A construtora deverá cumprir uma série de exigências estabelecidas pelo Comando da Aeronáutica, entre elas:

  • Aviso prévio: comunicar ao CINDACTA III, com antecedência mínima de 90 dias, a data em que as edificações atingirão a altura máxima autorizada.
  • Sinalização aeronáutica: instalar luzes de balizamento e demais sinalizações visuais exigidas para construções localizadas nas proximidades de aeródromos, garantindo a visibilidade das estruturas para os pilotos.

 

A Aeronáutica destacou que a portaria trata exclusivamente da avaliação dos impactos das edificações sobre a segurança da navegação aérea. Ou seja, não substitui outras licenças obrigatórias, cabendo à construtora obter e manter válidos todos os licenciamentos ambientais, alvarás e demais autorizações exigidas.