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Cientistas da UFRB de Amargosa descobrem novo potencial analgésico em estudo com peixe-zebra

Por Redação

Foto: Reprodução / Departamento de Química da FFCLRP

Uma colaboração científica liderada por pesquisadores de universidades públicas brasileiras, incluindo a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), alcançou resultados no desenvolvimento de um novo analgésico e anti-inflamatório. O estudo utilizou o peixe-zebra (zebrafish) como modelo biológico para testar um complexo metálico derivado do lapachol, substância extraída de plantas da flora brasileira.

 

O composto investigado, denominado [Eu(dbm)?.LAP], demonstrou capacidade de atuar diretamente em mecanismos nervosos ligados à percepção da dor, abrindo caminho para tratamentos com menos efeitos colaterais que os fármacos atuais.

 

A pesquisa focou no canal nervoso TRPA1, uma proteína essencial na transmissão de sinais de dor e processos inflamatórios. Para os testes, os cientistas utilizaram o peixe-zebra, um modelo biológico avançado na farmacologia moderna por possuir semelhanças genéticas e fisiológicas significativas com os seres humanos.

 

Ao observar o comportamento de hiperlocomoção dos animais, a equipe constatou que a administração do novo composto reduziu drasticamente as respostas inflamatórias. A eficácia foi comparada a substâncias consagradas na medicina, como a morfina e a cânfora, confirmando que a nova molécula modula com precisão o canal TRPA1.

 

Além da redução da dor, o estudo revelou benefícios adicionais:

  • Ação anti-inflamatória: diminuição significativa de edemas (inchaços).

  • Proteção Celular: Redução do estresse oxidativo em tecidos do fígado e do sistema nervoso.

  • Segurança Farmacológica: Simulações computacionais indicaram boa absorção pelo organismo, capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (necessária para dor central) e baixo risco de toxicidade cardíaca.

 

O projeto é fruto de um esforço conjunto entre a UFRB, a Universidade Estadual do Ceará (Uece), a Universidade do Vale do Acaraú (Uva) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

 

A supervisão científica, revisão e edição final foram apresentadas em forma de artigo com a liderança dos pesquisadores Jorge Fernando Silva de Menezes (UFRB / Amargosa), Aluísio Marques da Fonseca e Maria Izabel Florindo Guedes. O trabalho envolveu uma equipe multidisciplinar responsável desde a conceituação original até a captação de recursos e simulações de modelagem molecular.