Uauá: Moradora acusa prefeitura de derrubar mata nativa para construir aterro sanitário
Por Francis Juliano
A construção de um aterro sanitário em Uauá, no sertão do São Francisco, tem gerado controvérsias na cidade. Segundo uma moradora, que enviou fotos para o Bahia Notícias, o local onde a prefeitura escolheu para construir o aterro é de terra nativa. Conforme Clesia Silva, o desmatamento da área ameaça também um afluente do rio Vaza-Barris, que deságua na barragem de Canudos, responsável pelo abastecimento da região sertaneja. O local fica na BR-236, km 9, no lado esquerdo, sentido povoado de Aratacá. A área mede em torno de 14 hectares (equivalente a dois campos de futebol), situada na Fazenda Juá, desapropriada para construir o aterro, no ano passado. "Ele [prefeito Olímpio Cardoso] já derrubou com trator um monte de árvore, como umbuzeiro, pau de colher, agulheiro. Eu estou indignada", desabafou.