Feira: Vereador vê 'deboche' em depoimento de servidor durante CPI das cestas básicas
O vice-presidente da “CPI das Cestas Básicas” na Câmara de Feira de Santana, Sílvio Dias, classificou como “deboche” o depoimento de um dos servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social do Município (Sedeso) ouvido na tarde desta quarta (26). Perguntado se não achava estranho a “grande quantidade” de cestas básicas distribuídas em época de campanha eleitoral, o depoente Cristiano Queiroz disse que não porque, segundo ele, houve “aumento da pobreza e extrema pobreza foi notório", se referindo ao período de março até o final do ano.
Queiroz ainda descreveu as funções que exercia e os critérios dos programas do Departamento de Gestão do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, do qual foi diretor. Para alguns vereadores, a fala de Queiroz foi considerada “evasiva” em alguns momentos. Sílvio Dias chegou a pedir ao presidente da CPI, Emerson Minho (DC), que cobrasse respeito do depoente “à Comissão e não agir com deboche”.
Ainda ao longo do depoimento, Cristiano Queiroz não soube precisar a média mensal de cestas básicas distribuídas em 2020. Antes de Queiroz ser ouvido, prestou depoimento Soneide Rios, diretora do departamento de planejamento e gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Aos vereadores da Comissão, Rios disse que a distribuição das cestas básicas, principalmente no período da pandemia, era um procedimento para alcançar famílias extremamente pobres e o critério para a escolha era o cadastro no programa Criança Feliz, do governo federal.
Soneide Rios, no entanto, não soube detalhar como funcionava a distribuição das cestas. A CPI das Cestas Básicas apura supostas fraudes na distribuição de cestas básicas e também de leite no período de novembro do ano passado.