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Defensoria empossa seis novos defensores e públicos e passa a contar com 406 membros

Por Redação

Foto: Divulgação

O chefe da Defensoria Pública da Bahia (DP-BA), Rafson Ximenes, empossou na última sexta-feira (20), mais seis novos defensores públicos para atender a população baiana mais vulnerável. A cerimônia foi realizada no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública da Bahia (Esdep). No total, a Defensoria passa a contar com 406 defensores públicos.

 

Durante o evento, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, representou o governador Jerônimo Rodrigues. Na oportunidade, ele reforçou o compromisso da nova gestão do Governo do Estado com a Defensoria da Bahia, que em sua avaliação tem cumprido um papel fundamental para consolidação do regime democrático, propagação de direitos e compromisso das instituições com o estado de direitos. “Parceira de todas as horas das lutas pela democracia em nosso estado”, afirmou.


Entre os empossados na cerimônia, estava Enyo Ribeiro, natural de Paramirim, no interior do estado. Para ele, o momento foi a realização do sonho que nutria desde o término da faculdade. Mesmo tendo sido aprovado também como defensor público no estado de Sergipe, sua prioridade era atuar na Defensoria da Bahia, onde estagiou durante a formação. “Eu venho de uma família humilde, meus pais são potenciais assistidos da Defensoria. Isso para mim é um incentivo para exercer um trabalho de qualidade porque vou enxergar meus pais nos meus assistidos”, prometeu o defensor público.


A também baiana, de Vitória da Conquista, Ana Luiza Martins Silva conta que encontrou no estágio realizado na Defensoria de São Paulo a vocação para a carreira. Até a quinta-feira anterior à sua posse ela era servidora na DPE-BA e atuava junto à Ouvidoria Externa, experiência que lhe possibilitou conhecer parte das demandas existentes no interior do estado. “Eu tenho consciência que ser defensora pública vai ser uma prática marcada por dificuldades que são próprias da nossa atuação”, avaliou.


Ao representar as pessoas aprovadas através das políticas de cotas, a agora defensora pública destacou marcas das violências sofridas enquanto criança negra e conclamou os colegas a celebrar as lutas coletivas que garantiram a existência do modelo de assistência jurídica materializado na Defensoria Pública, as políticas de cotas e o VIII concurso para defensores(as).


Em sua fala, o defensor geral, Rafson Ximenes destacou o ato político do secretário de Justiça e Direitos Humanos em participar da posse dos novos membros da carreira. Rafson também advertiu os novos colegas acerca dos desafios que enfrentarão ao longo da atuação enquanto defensores(as) públicos(as) e pediu-lhes que não se esqueçam do compromisso que assumiram com o povo baiano. “Vocês escolheram ter como profissão lutar contra 500 anos de opressão, contra a cultura formada no país que foi o último a abolir a escravidão e não se enaganem, vocês vão sofrer resistências”, advertiu. “Não nomeei vocês porque sou bonzinho, nem para fazer favor. A nomeação foi feita porque o povo baiano precisa de vocês”, completou o defensor geral.
 

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