Relatório do MPF aponta boas condições de abrigamento de detidos em ataques golpistas
O Ministério Público Federal (MPF) divulgou um relatório da visita feita nas instalações da Academia Nacional de Polícia (ANP), no Distrito Federal, nesta terça-feira (10). No local, foram custodiadas mais de 1,2 mil pessoas que estavam no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília.
Segundo o relatório, a maioria dos custodiados não são de Brasília “e possivelmente vieram ao QG a partir de ônibus gratuitos de suas cidades financiados pelos agentes organizadores dos atos criminosos ocorridos no dia 08 de janeiro”. O MPF afirmou que as pessoas serão identificadas, com lavratura do termo de flagrante e, posteriormente, serão encaminhadas à penitenciária ou liberadas. Algumas pessoas, que não se enquadram nos critérios para liberação de vulnerabilidade, foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, à Papuda ou à Colmeia (penitenciária feminina).
Segundo o relatório, o atendimento para lavratura de termo de flagrante é realizado pela PF de forma organizada e ágil. O MPF relatou que banheiros são limpos e arejados, tanto para homens quanto para mulheres, há atendimento médico, bebedouros e refeitório. A sala destinada às vistorias dos homens era separada daquela que prestava atendimento às mulheres.
Muitas pessoas estavam em barracas montadas na área externa do ginásio, outras debaixo de árvores. Não foram identificadas crianças no local, e os policiais responsáveis informaram que alguns, após identificação e triagem, já haviam sido liberados. No local, também foi criada uma sala específica para os advogados com amplo acesso a toda área onde seus clientes estavam.
