Supermercado diz que ofereceu R$ 1 mi como indenização pela morte de João Alberto
O Carrefour diz ter oferecido uma idenização de mais e R$ 1 milhão para a família de João Alberto, homem negro morto em novembro do ano passado em uma unidade da rede de supermercados, em Porto Alegre, por um segurança e um policial militar. A quantia, no entanto, teria sido rejeitada pela viúva da vítima, Milena Borges Alves.
De acordo com a rede de supermercados, a esposa de João Alberto estaria “insistindo, por intermédio de seus advogados, no recebimento de valores não razoáveis”. A empresa sustenta que o montante solicitado pela mulher está “fora dos patamares jurisprudenciais”.
A morte de João aconteceu após ele ter sido monitorado por funcionários enquanto fazia compras com sua esposa e espancado no estacionamento do mercado.
Em comunicado disparado para a imprensa, o Carrefour diz que já fechou acordo com os quatro filhos, a enteada e a neta de João Alberto. Segundo a empresa, eles concordaram com os valores oferecidos como ressarcimento. Também é afirmado que o pai e a irmã da vítima já teriam recebido suas indenizações.
A empresa diz que a viúva é a única parente que “vem dificultando o consenso” e que o valor oferecido a ela “é bastante superior ao estipulado para indenização por morte de familiar pelo Superior Tribunal de Justiça”. Na conclusão da nota, a rede afirma que “segue firme no propósito de uma composição e se propõe a pagar os honorários dos advogados da senhora Milena, mesmo estando eles acima do padronizado pelo mercado e representando valor relevante”. As informações são do site Poder360.
