Com aposentadoria de Marco Aurélio, Aras e André Mendonça devem brigar por vaga no STF
Com o anúncio da aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal (STF), os bastidores do meio jurídico e político indicam que há uma guerra aberta entre o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o advogado-geral da União, André Mendonça. Os dois começam a sinalizar que podem agradar o presidente Jair Bolsonaro por se demonstrarem “terrivelmente evangélicos”.
Nesta cruzada, Aras e Mendonça adotaram medidas contra o ato do governador de São Paulo, João Doria de impedir a realização de cultos religiosos em São Paulo no período da pandemia. Segundo o Estadão, Aras é um bom nome, mas não é evangélico. Já Mendonça, é tido como “cota pessoal” do presidente. O chefe da AGU é visto como um homem honrado, preparado e de confiança de Bolsonaro, tendo respeito de líderes evangélicos. Mas até a data da aposentadoria de Marco Aurélio, o cenário pode mudar e Bolsonaro indicar outro nome, assim como fez com o ministro Kassio Nunes.
